Bloqueios na motivação e na criatividade

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O vocabulário da Língua Portuguesa é vasto, denso, longo, quase completo. Muitas das palavras, passamos a vida inteira sem ouvir, enquanto outras ouvimos até em demasia. Quando nasce uma criança, nosso imenso, grande, gigante dicionário começa a ser salpicado, esmiuçado, distribuído em doses homeopáticas ao futuro homem ou à futura mulher. Mamãe, papai, água, boneca, bola; palavras normalmente iniciais numa aprendizagem. Nosso pequeno ser, começa a balbuciar as primeiras palavras que iniciam a criação de ligações neurais, as chamadas sinapses no cérebro. Os primeiros pensamentos começam a ser associados e articulados. O som proferido associado ao objeto visto ou tateado.

No princípio palavras mais virtuosas são inseridas no dia-a-dia do bebê, quando vai crescendo vai aprendendo outros sons não muito virtuosos. No início, para este novo ser, tudo é possível, tudo é novidade, é como se não tivesse limites. Mas, isso não dura muito tempo. Logo aprende uma palavra que lhe barra, lhe impede, lhe bloqueia de fazer algo: “não”. Não faça isso, não faça aquilo, não pode. É claro que esta palavra nos impede de fazer muitas coisas que queremos, porém contudo, nos previne de muitas outras. Usado em momentos adequados e da forma mais correta possível, faz parte de uma boa educação, faz parte da estimulação de processos criativos para aqueles que estão em aprendizagem, ou seja, importante sempre pois em toda a nossa vida estamos aprendendo.

Muitas das palavras que aprendemos e incorporamos como verdades terão grandes impactos por talvez toda nossa existência. Palavras que nos farão fluir e outras que nos paralisarão, nos bloquearão. São verdades que viram toadas e desculpas no cotidiano de muitos indivíduos, vítimas de uma educação limitadora. Palavras como: difícil, nunca, sempre, não consigo, não serve para você, medo, fracasso, insegurança, não gosto, já fiz de tudo, não tem saída e tantas outras. É necessário libertar-se desse tipo de influência. Buscar um auto conhecimento, um saber de si mesmo, buscar os próprios princípios, saber como pensa e como aprendeu, para assim buscar uma transformação, uma mudança.

No dicionário a palavra bloqueio é definida como: parada súbita na execução de um ato ou de um gesto, na emissão de uma palavra, no fluxo do pensamento, sem comprometimento intelectual ou sensorial. Seguindo o raciocínio proposto, nossos bloqueios se assemelham a uma barragem em um rio. Uma força estagnada que quando liberada produz energia. Os bloqueios acontecem pelo acúmulo de pensamentos, sentimentos, sensações, quereres, prazeres e sonhos não realizados durante a vida, ou que foram contrários ao que se gostaria. Como uma barragem que vai enchendo aos poucos, em algum momento é necessário abrir as comportas para não transbordar. Quando transborda, no Ser Humano pode significar doenças, falta de articulação no pensamento, desgosto por certas coisas, falhas no raciocínios e outros impedimentos mentais ou físicos. Esta energia tanto parada quando transbordando poderá causar problemas, o saudável é o livre fluxo.

Alguns imemoráveis já disseram esta frase de diferentes formas:"não importa o que fizeram com você, importa sim o que você vai fazer com o que fizeram com você", portanto a escolha de ser o que você é, pode não ter sido sua, mas escolher o que você pode vir a ser, agora sim, é sua. A Filosofia nos traz a possibilidade de pensar o Ser Humano, educá-lo, ensiná-lo a tornar-se governante de seus próprios pensamentos e sentimentos. A hipnoterapia é um instrumento que pode tornar esse conhecimento mais acessível a cada indivíduo, pois esta é uma forma de comunicação muito eficaz, e que leva em consideração a realidade individual de cada um. A hipnoterapia pode possibilitar a abertura de comportas da mente, para que os pensamentos possam fluir de uma forma criativa e assertiva.

http://portaldelphos.com.br/DocHipnose/templobloqueios.htm

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